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terça-feira, 26 de junho de 2007

PERSONAGENS INESQUECÍVEIS


Rosa (Léa Garcia) na novela "Escrava Isaura" (1976).
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Uma escrava invejosa, vingativa, mentirosa, intrigueira e dissimulada. Assim era Rosa. Não media esforços para atacar Isaura, sua principal rival. A escrava branca tinha tudo o que Rosa não tinha: educação, talento musical, roupas de fidalga e o carinho de sua madrinha, Ester Almeida, o que já era mais do que suficiente para despertar a ira da escrava malvada. Enquanto Isaura morava na casa grande, Rosa vivia na senzala, junto aos outros escravos da fazenda.
Ao lado de Francisco, feitor na fazenda do comendador Almeida, ela tramou as maiores barbaridades para acabar de vez com a doce Isaura. O derradeiro plano de Rosa foi envenenar sua inimiga durante a festa de comemoração à libertação dos escravos. Mas como o feitiço vira contra o feiticeiro, Rosa acabou morrendo com o próprio veneno, e olha que ela nem precisou morder a própria língua.
Ela certamente está queimando no fogo do inferno bem ao lado de seu amo e senhor: o capeta Leôncio!

2 comentários:

alimar2206 disse...

Que bom que eles estao la no inferno!rsrs,sou argentina,aqui com minha familia assistiamos essa novela e adoravamos!

Monique disse...

É analisando uma legenda como esta, que vemos em que lugar estão os negros e negras no nosso Brasil...
Me dá arrepios, saber que ainda é esta a imagem do negro e da negra que é disseminado não apenas em um blog de internet, mas na mentalidade das pessoas !
Não assisti Escrava Isaura, mas sei que se tarta de uma escrava branca e por isso, considerada superior.. Quantas Rosas não existiram nas inumeras senzalas que fazem parte da nossa Historia ! Muitas envenenaram seus senhores, demonstrando resistencia, consciência do lugar que ocupavam e da humanidade que carregavam dentro de si. Coitadinhos ou estúpidos e malvados... É assim que se propaga a imagem do negro no Brasil!
Não está na Hora de começarmos a mudar isso?
Sou brasileira e sou negra.
E orgulhosamente descendente de uma dessas rosa's que exitiram no meu Brasil, que souberam afirmar que eram Humanas e não se aceitavam enquanto meras coisas, como desejava o sistema.
Deveríamos repensar o que andamos postando...