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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

VÍDEO ESPECIAL


Na segunda parte da parceria do blog Agora é Que São Eles com o Memória da TV, os autores Ana Maria Moretzsohn, Ricardo Linhares, Cristianne Fridman, Silvio de Abreu, Marcilio Moraes, Walcyr Carrasco e Manoel Carlos relembram novelas marcantes nos 60 anos da telenovela brasileira.





Assita abaixo ao vídeo exclusivo com as homenagens.

CLIQUE AQUI  e leia também os depoimentos dos autores no blog Agora é Que São Eles.


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

VÍDEO
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Encontro histórico das Helenas de Manoel Carlos

O Fantástico reuniu, no dia 13 de setembro de 2009, as atrizes que viveram as Helenas nas novelas do autor Manoel Carlos: Regina Duarte, Maitê Proença, Vera Fischer, Christiane Torloni e Júlia Lemmertz, representando sua mãe, a atriz Lílian Lemmertz, falecida em 1986, e que viveu a primeira Helena na novela "Baila Comigo", em 1981.


sábado, 29 de agosto de 2009

Helenas que amamos sermos cúmplices.

por: Paulo Ricardo Diniz


Helena. Para o novelista Manoel Carlos este é um nome que remete a mulher forte. Não à toa que esta virou uma das marcas do autor. As protagonistas de suas novelas levam sempre este nome, exceto em seus primeiros trabalhos na Rede Globo: “Maria Maria” (1978), “A Sucessora” (1979) e “Sol de Verão” (1982). Entre as duas últimas, surge a primeira Helena, vivida por Lílian Lemmertz, em “Baila Comigo”, de 1981. Trama cuja personagem tem dois filhos gêmeos, que desconhecem a existência um do outro.

Mentiras, segredos, erros, características bem comuns às heroínas de Maneco [como o autor é conhecido], o que as aproxima das mulheres da vida real. São humanas. Amam, erram. Casam, descasam. ‘Batem boca’, dão tapas. São amigas, são egoístas. Renunciam, defendem seus filhos. Agem com razão e emoção. ‘Metem os pés pelas mãos’.

Além de Lílian, deram vida a essas mulheres Maitê Proença, Regina Duarte (esta por três vezes), Vera Fischer, Christiane Torloni e a próxima será Taís Araujo.

Maitê Proença foi a protagonista do folhetim “Felicidade”, de 1991, que marcou a volta de Manoel Carlos à Globo. A mentira rege a história. Na novela, Helena esconde de Álvaro (Tony Ramos) que ele é pai de sua filha, Bia (Tatiane Goulart). O rapaz está prestes a se casar com Débora (Vivianne Pasmanter), então Helena resolve assumir sozinha a maternidade. Anos mais tarde, Helena vai trabalhar para a mãe de Álvaro. E uma forte amizade une Bia ao filho de Álvaro com Débora, sem saberem que são irmãos.

A primeira Helena de Regina Duarte, em “História de Amor”, de 1995, talvez seja a que mais se aproxima da mulher brasileira. Vai à feira, discute o preço do tomate no elevador, trabalha, anda de carro velho, é amiga da vizinha da mulher do ex-marido, conversa de igual para igual com o porteiro, briga na rua, briga com a filha e a acoberta também. Descobre o amor de sua vida e luta por ele. E claro, guarda um segredo, revelado apenas no final: a filha que ela criou com tanto amor, é na verdade sua sobrinha.

Dois anos depois, em 1997, Regina viveu sua segunda Helena. Para esta, o mundo tem apenas um nome, o de sua filha, Maria Eduarda (interpretada por Gabriela Duarte, filha da atriz). “Por Amor” e em segredo, Helena troca seu filho vivo pelo bebê morto de Eduarda, visto que a garota não poderá mais ter filhos. O amor materno fala mais alto, sem medir as conseqüências. A atitude pode ser considerada relativamente egoísta. Helena deixa para Atílio (Antonio Fagundes), o pai da criança, sentir a dor da perda de um filho. “Como você pode achar que o seu amor pela sua filha fosse maior do que o meu amor pelo meu filho?” – questiona ele, no momento da revelação. Com isso, Helena também subestima a força que a filha pode ter para enfrentar a dor.

Heróico foi o ato da Helena de “Laços de Família”, em 2000, desta vez vivida por Vera Fischer. Uma mulher que renuncia a própria felicidade por amor a filha. Diante da doença de Camila (Carolina Dieckmann), que sofre de leucemia, Helena traz à tona a verdadeira paternidade da garota. E engravida novamente para salvar sua vida. Bem antes disso, a mãe abre mão do namorado Edu (Reinaldo Gianecchini) para que o rapaz possa namorar Camila. Esta foi a Helena que mais renunciou em favor de uma filha.

Até hoje criticada e considerada como a protagonista mais apagada de Manoel Carlos, Christiane Torloni foi a Helena da vez na crônica do cotidiano “Mulheres Apaixonadas”, em 2003. Infeliz com o casamento morno, ela resolve se separar de Théo (Tony Ramos) para buscar a felicidade. E reencontra o seu amor da juventude, o médico César (José Mayer), agora namorado de sua enteada, Luciana (Camila Pitanga). Paralelo a esse romance secreto, Helena é a pessoa mais solicitada para ouvir e ajudar a resolver os problemas dos outros. Heloísa (Giulia Gam), Hilda (Maria Padilha), Raquel (Helena Ranaldi), Santana (Vera Holtz) eram as que mais sentavam no “divã” da professora Helena.

Em 2006, em “Páginas da Vida”, Regina Duarte é pela terceira vez protagonista de Maneco, vivendo uma médica obstetra apaixonada pelo seu trabalho. E desta forma ela faz o parto de emergência de Nanda (Fernanda Vasconcellos), uma jovem que dá a luz a um casal de gêmeos, Clara e Francisco, e depois morre. Clara, portadora de síndrome de down, é rejeitada pela avó Marta (Lilia Cabral) que cria apenas Francisco. Temendo o futuro daquela garotinha, Helena a dá como morta perante a família, mas a adota e a cria com muito amor. O difícil é esconder dos avós e do pai das crianças, depois de tantos anos, que a menina sobreviveu.

Histórias que podem ser até parecidas, mas contadas de forma diferente. Cada uma delas é única. É por isso que este é um papel tão bem selecionado pelo autor. Cabe agora, em 2009, a Taís Araújo engrossar o time destas mulheres fortes. Será a primeira negra e a com menos idade entre delas – até então, era Maitê Proença, com os seus 33 anos. As outras estavam na faixa dos quarenta. A Helena de Taís, em “Viver a Vida”, será uma ex-modelo e se envolverá com um homem mais velho, tendo dificuldades com a filha dele que tem a mesma idade dela. Fica a responsabilidade para a jovem atriz.

Mãe, mulher, amiga, amante... Médica, professora, esteticista, decoradora, corretora, modelo... Trintonas, quarentonas, cinquentonas... Entre verdades e mentiras, razões e culpas, estão elas. Helenas. Guerreiras Helenas. De alguma forma o público se identifica, as vê como alguém próximo, como a mãe, a tia, a irmã, a vizinha... Fica no ar a sensação de que as conhecemos, e com isso, nos tornamos cúmplices delas. Em tempos de mocinhas politicamente corretas, que beiram a chatice e ficam chorando pelos cantos, Maneco acerta a mão com suas heroínas que retratam quase que fielmente a mulher brasileira. Choram sim, mas também lutam, enfrentam... Acertando ou errando, elas agem por amor e pelo amor, em busca da felicidade suas ou de seus filhos.
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domingo, 1 de julho de 2007

HISTÓRIAS DE MANECO
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ENTREVISTA COM O AUTOR DE LAÇOS DE FAMÍLIA
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Revista Contigo! (2000)












sexta-feira, 27 de abril de 2007





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Novela de Manoel Carlos
Direção Geral de Herval Rossano
Rede Manchete - 1986


NOVO AMOR - O desafio de substituir Dona Beija (texto editado, publicado pelo Jornal do Brasil no dia 14 de julho de 1986).
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Uma novela de apenas 70 capítulos na TV Manchete (Novo Amor) e um seriado com 20 na TV Globo (Memórias de um Gigolô) começam esta noite a disputar a preferência do público. Enquanto ao canal 6 pesa a responsabilidade de sustentar as boas audiências de Dona Beija, no 4, o desafio é o de manter o mesmo interesse da minissérie anterior: Anos Dourados. ''A nova ordem econômica, em que reconhecemos muitos méritos, não pode e não deve substituir, na consciência de cada um, o interesse pela nova ordem constitucional. O que temos visto, por esse país afora, é o apetite voraz de sempre".Esse discurso poderia sair da boca de um petista familiarizado com o manejo correto da gramática. Não é o caso. Quem está na tribuna do Senado é Marco Antônio, tipo político íntegro, encarnado pelo ator Carlos Alberto, o mesmo que, no passado, freqüentou o horário nobre da televisão brasileira no papel de galã romântico. Na vida real, Carlos Alberto está tão próximo da política quanto na tela: pensa em candidatar-se à prefeito de Maricá, seu refúgio à beira-mar há quase 10 anos.Essa cena grandiosa marca o início de Novo Amor, novela que a Manchete estréia hoje, às 21h20min. A política, no entanto, é apenas um dos ingredientes da história escrita pelo paulista Manoel Carlos, 53 anos. Entre os autores brasileiros de teledramaturgia, ele buscou um caminho próprio, exercitado nas quatro novelas apresentadas pela Globo - Maria, Maria, A Sucessora, Baila Comigo e Sol de Verão. Em todas elas, seu texto é marcado pela discussão das relações pessoais. Há quem diga que Manoel Carlos é o melhor conhecedor da alma feminina. Em seu terceiro casamento, ele acha essa idéia engraçada. Mas em Novo Amor, encadeia a trama exatamente através do comportamento pessoal de várias mulheres. Casadas, separadas, sonhadoras e lutadoras, as personagens femininas de Novo Amor apresentam a multiplicidade comportamental da mulher. Como cenário, o clima urbano do Rio, Brasília e Nova Iorque, tratado numa ótica limpa, sem caricatura. Um modesto painel do comportamento com multa vontade de acertar - assim Manoel resume sua história. Já estão prontos 55 capítulos que provavelmente irão compor a novela. Nada para um autor que sempre brigou com o trabalho braçal de escrever novelas. Para ele, seriado seria a fórmula ideal para a teledramaturgia. Não que a novela esteja gasta, isso é uma bobagem. Continua com o mesmo vigor de sempre. Mas, como autor, costumava reclamar da obrigação de encher lingüiça, aliás, a mesma queixa do público. Hoje, por exemplo, gostaria que me pedissem para reduzir Baila Comigo para 40 capítulos. Ficaria uma história ainda melhor. E, incluindo-se no bolo, dispara: "novelista é um enrolador".Mesmo tratando de várias mulheres, Novo Amor, como qualquer história, tem uma mocinha: Fernanda, vivida por Renée de Vielmond. Determinada a vencer, brilhará no campo da moda e se instalará num dos vértices do triângulo amoroso composto por Marco Antônio (Carlos Alberto) e Bruno (Nuno Leal Maia), comissário de bordo de linhas domésticas que, acomodado, deixou de lutar por melhores posições. Uma quarta figura se mistura nesse trio, a vingativa Lígia (Nathália Timberg) mulher com quem o charmoso senador mantém um casamento falido há 25 anos.Nas tramas paralelas serão retratadas as agruras do casal de classe média, às voltas com o orçamento, como é o caso de Mário (Jonas Bloch) e Verônica (Esther Goes). A viúva que preenche sua solidão com paixões desastrosas, a ex-mulher que chantageia o ex-marido e o desgaste do amor conjugal transformando-se em tédio serão vividos por Virgínia (Beatriz Lyra), Isabel (Ângela Leal) Tito (Rogério Fróes) e Marisa (Ilka Soares). Espelhando-a competência profissional feminina, aparece Bity (Sônia Clara), produtora de moda e, no protótipo da insegurança, Tereza (Cristina Aché), irmã mais moça de Fernanda. Ela irá se envolver com Fernão (Diogo Vilella), filho de Marco Antônio e Lígia.

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Renée de Vielmond se prepara para o desafio do NOVO AMOR

Reportagem: Revista Manchete (1986)











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Reportagens extraídas do site: Balaio de Carl Ole

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