SILVIO SANTOS quer a TV Excelsior!
Revista TV Contigo! (1976)
Uma das gratas (e poucas) surpresas do SBT em 2006/2007 foi o programa Rei Majestade, que trouxe de volta à telinha muitos cantores do passado: Zé Luis, Kátia, Biafra, Marília Barbosa, Eliana Pittman, Cláudia Telles e Cláudia Barroso, entre outros.
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Esperava-se, por isso, o lançamento de mísseis, interceptadores e potentes armas nucleares. E, mais uma vez, a nossa televisão provou continuar na era da pedra lascada, porque os domingos se repetem e as armas utilizadas nesta batalha, onde tantos milhões foram investidos, são apenas pau, pedras e humildes atiradeiras. O uso deste modesto arsenal fora comum a Sílvio Santos, em seus oito anos de liderança de audiência na Rede Globo, e lhe conferira crescente prestígio popular e até a concessão de um canal de televisão. Por isso sabia-se de antemão que ele não iria alterar, profundamente, uma artilharia que bastava para seu tipo de guerra. Mas, apostando-se no seu incontestável tino comercial, esperava-se que o incansável animador pelo menos desse outro tipo de polimento e acrescentasse algumas espoletas a seu já fatigado equipamento bélico. Ledo engano de observadores amadores em estratégia. A maratona do sono que Sílvio agora comanda na Tupi, e também na sua TVS, de onze e meia da manhã às oito da noite, continua inexoravelmente igual às anteriores, abusando dos jogos de circuito interno para compradores de seus variados carnês, onde o nível das perguntas e respostas só pode ser classificado de humorístico. Eu sei que deve ser difícil de acreditar, mas juro ter assistido a Sílvio perguntar a um candidato: "Quem converteu Pilatos à religião católica?" E aceitar como resposta certa: "São Pedro". Reinventaram a Bíblia. Nos números musicais o nível é Paulo Sérgio, Ângelo Máximo e Roberto Leal. Crianças continuam escolhidas para Cinderelas, uma agressão à infância e Ronald Golias permanece sem texto, um desrespeito ao profissional. Nas adivinhações de Quem sabe mais?, os atores convidados ignoram qual seja a capital do Peru, os calouros ainda são julgados por júris engraçadinhos e as perguntas culturais de Arrisca Tudo são apenas constrangedoras.