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domingo, 15 de junho de 2008

OS BICHINHOS DA TIA GLADYS


BICHINHOS DE GLADYS FIZEREM UMA GERAÇÃO SONHAR
Escrito por Helena Tavares e publicado pelo Jornal do Brasil (13/10/91)
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Nada de belos cenários, luzes ofuscantes e super-produção. No estúdio, apenas um painel em branco e uma câmera. Era só do que Gladys precisava para entrar no ar ao vivo, desenhando bichinhos e contando histórias engraçadas para a garotada. Seu programa começava exatamente às 19h, fazendo todo mundo brincar e sonhar com personagens como o Sapo Gogô ou a Forminguinha Gilda, de bum-bum arrebitado e rabo de cavalo. ''Digo sempre que tinha muita audiência porque me apresentava antes do Repórter Esso, a grande vedete do momento'', conta Gladys com modéstia.

O programa Gladys e seus bichinhos estreou em 1955 na Tupi. Em 63 se mudou para a Excelsior, ''onde ficou até 65. Foram 10 anos ininterruptos no ar", recorda. Tempo suficiente para Gladys aprimorar sua técnica. "No final, já desenhava meus personagens em sete ou oito segundos'', recorda. E as histórias cheias de imaginação surgiam a cada programa. "Nunca repetia. Cheguei a colecionar mais de mil episódios diferentes'', diz, orgulhosa. Segunda-feira ela fazia o programa no Rio, terça corria para São Paulo, quarta estava em Belo Horizonte, quinta em Curitiba e na sexta em Porto Alegre. Tinha apenas o final de semana para elaborar o roteiro. "Eu fazia tudo sozinha. Conseguia até meus patrocinadores especiais. Nos dias de hoje seria a chamada produção independente".

Mas Gladys se cansou do esquema do programa. "Acho que saí do ar na hora certa. Precisava me renovar e a emissora não deixava. Citavam a teoria de que em time que está ganhando não se mexe", recorda. Hoje em dia, Gladys, que já escreveu 38 livros e gravou 18 discos infantis, prefere pensar nos adultos. Com 60 anos, parou de desenhar e conta histórias para os grandinhos. Mora numa confortável casa em Piratininga, Niterói, e dirige o grupo Kaleidoscópyo, de teatro de bonecos e sombras. ''Estou escrevendo também um roteiro para cinema e uma minissérie para a TV'', antecipa. A antiga fada dos baixinhos, que começou na TV com 23 anos, só reclama da falta de cultura dos novos programas infantis. "As pessoas se preocupam com a produção e esquecem do conteúdo. Como educadora, percebo que falta cuidado ao falar com as crianças. Elas precisam ser mais bem informadas. Nada de mandar comprar esse ou aquele produto'', avisa Gladys, que confessa: ''agora só conto histórias para os meus netos''.
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