CANAL MEMÓRIA DA TV (escolha uma atração para assistir)

CONTROLE REMOTO (especial) - TÚNEL DO TEMPO

domingo, 5 de maio de 2013


2008









Resumo da novela A FAVORITA, exibido no Novelão da Semana, do Vídeo Show (de 22 de abril a 3 de maio de 2013).


Agradecimento: Sr. Leão (pelo upload do vídeo)



Novelão - A Favorita [2008] por LeaodasCavernas

quinta-feira, 2 de maio de 2013

sábado, 27 de abril de 2013

2013

MUSICAL


O gaúcho Nico Nicolaiewsky canta "Ai, Se Eu Te Pego" e "Tô Nem Aí", no Programa do Jô (26/04/2013). Um exemplo de como um artista pode fazer ótimas releituras de músicas bem populares, de gosto duvidoso...



Nico Nicolaiewsky no Jô (2013) - Ai, Se Eu Te... por memoriadatv

domingo, 21 de abril de 2013

2001









Fernanda Montenegro e Raul Cortez juntos na novela "As Filhas da Mãe" (2001). Na cena, em festa organizada por Alessandra (Bete Coelho) e Tatiana (Alessandra), Arthur e Lulu (personagens de Raul e Fernanda) dançam o flamenco.





As Filhas da Mãe (2001) - Fernanda Montenegro e... por memoriadatv

segunda-feira, 15 de abril de 2013


Morre, aos 89 anos, a atriz Cleyde Yáconis.




Cleyde Yáconis morreu, aos 89 anos, em São Paulo nesta segunda-feira, 15.  A informação foi confirmada pela assessoria do do Hospital Sírio Libanês para o EGO, mas não revelou mais detalhes. Desde o final de março, a atriz estava internada no hospital.


Veja o comunicado do Hospital Sírio Libanês:  "A senhora Cleyde Becker Yaconis, 89 anos, faleceu na tarde desta segunda-feira, 15 de abril de 2013, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde estava internada desde outubro de 2012. O corpo será velado nesta terça-feira, no distrito de Jordanésia, município de Cajamar, onde será sepultado."

Em 2010, a atriz passou por uma cirurgia no hospital Barra D'Or na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e ficou internada por seis dias devido a uma queda que sofreu, tendo fraturado a cabeça do fêmur.

Em seu último papel na televisão, a atriz interpretou a personagem Brígida, na novela "Passione", que era casada com Antero, vivido por Leonardo Villar, e tinha um relacionamento misterioso com seu motorista, Diógenes, personagem de Elias Gleiser.


Entre seus trabalhos na TV, destacam-se as novelas: Mulheres de Areia, Os Inocentes, Gaivotas, Ninho da Serpente, Rainha da Sucata, Vamp e Torre de Babel. Cleyde Yáconis era irmã da atriz Cacilda Becker.
Cleyde Yáconis nasceu em Pirassununga, São Paulo. Entre 1958 e 1969, a atriz foi casada com o ator Stênio Garcia. Sua estreia no cinema aconteceu em 1954, na produção "Na Senda do Crime". Ao lado de sua irmã, Cacilda, Cleyde fundou o "Teatro Cacilda Becker", junto com Ziembinski, Walmor Chagas e Fredi Kleeman, em 1953, estreando com a peça "O Santo e a Porca", de Ariano Suassuna.

Pelo seu papel na novela "Torre de Babel", Cleyde ganhou o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de melhor atriz coadjuvante, 1999. Seu primeiro prêmio foi em 1975, por seu trabalho em "Os Inocentes".


Fonte: EGO

sábado, 6 de abril de 2013

2004








Novos nomes e velhos personagens - Vem aí, o remake de CABOCLA.




segunda-feira, 25 de março de 2013


1977














Resumo da novela LOCOMOTIVAS (1977), exibido no Novelão da Semana, do Vídeo Show (de 18 a 22 de março de 2013).


Agradecimentos: Sr. Leão (pelo upload do vídeo)



Novelão da Semana - Locomotivas [1977] por LeaodasCavernas



sábado, 16 de março de 2013

2001









Resumo da novela AS FILHAS DA MÃE (2001), exibido no Novelão da Semana, do Vídeo Show (de 4 a 15 de março de 2013).


Agradecimentos: Sr. Leão (pelo upload do vídeo)



Novelão - As Filhas da Mãe [2001] por LeaodasCavernas

domingo, 10 de março de 2013

Morre, aos 92 anos, atriz Rosita Thomas Lopes.



A atriz Rosita Thomas Lopes(1920-2013) morreu às 20h45 desde sábado (9), no apartamento em que morava na Rua Henrique Dumont, em Ipanema, Zona Sul do Rio. Segundo a nora da atriz, Bárbara Harrington, a causa da morte apontada pelos médicos foi falência múltipla dos órgãos.
De acordo com Bárbara, o velório começa às 13h, na capela 1 do cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio. O enterro está marcado para às 16h, segundo Antônio Tomaz Lopes, filho da atriz.
Antônio contou que a mãe não tinha qualquer problema grave de saúde, mas estava debilitada pela perda de mobilidade nos últimos meses. "Há três meses ela ficou confinada à cama. A partir de então se debilitou apesar de sempre consciente", explicou.
Para ele, a melhor imagem para representar a mãe é de companheirismo. "Ela sempre foi uma referência de pessoa equilibrada e sensata. Nós sempre a procurávamos para buscar conselhos em situações difíceis. Ela foi muito companheira", explicou Antônio que acredita ser também esta característica da atriz uma avaliação dos colegas de teatro. " No meio teatral os colegas dela vão dizer a mesma coisa. Ela era uma pessoa muito centrada", analisou.

Rosita teve também grande atuação em televisão, onde se destacou em diversas novelas com personagens de mulheres elegantes e ricas.  Na TV Globo, Anjo Mau, Brilhante, Rainha da Sucata e Pátria Minha, quando fez a personagem Úrsula Pelegrini estão entre as novelas em que Rosita atuou. A última participação foi em  A Força de um Desejo, na qual interpretou a pesonagem Fabíola.

Informações: G1

domingo, 3 de março de 2013

1988











Resumo da novela VALE TUDO apresentado no Novelão da Semana, no Vídeo Show, entre os dias 18 de fevereiro e 1º de março de 2013.


Agradecimentos pelo upload do vídeo: Sr. Leão


Novelão - Vale Tudo [1988] por LeaodasCavernas

sábado, 2 de março de 2013

VÍDEO
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CENA DO PENÚLTIMO CAPÍTULO

Alexandra (Myrian Rios) descobre que não é filha de Karany (Walmor Chagas).
Participam também da cena os atores: Mário Cardoso, Carlos Augusto Strazzer, Tetê Medina e Fernando José.
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Coração Alado (Globo - 1980/81)


video

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013



 2003












Dan Stulbach é uma das grandes revelações na TV, em MULHERES APAIXONADAS.











segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013








VÍDEO

Edição de FERA RADICAL (1988), exibida no Novelão da Semana, do Vídeo Show, entre os dias 28 de janeiro e 8 de fevereiro.


Agradecimentos: Sr. Leão


Novelão - Fera Radical [1988] por LeaodasCavernas

domingo, 3 de fevereiro de 2013


 1984









VÍDEO

Tereza (Glória Menezes) mostra  a Olavo (Marcelo Picchi) e Meg (Lília Cabral) como se educa os filhos.



Corpo a Corpo (1984) - Tereza mostra a Olvao e... por memoriadatv

sábado, 2 de fevereiro de 2013

1981












VÍDEO

Leonor (Renata Sorrah) quer esquecer o pacto que fez com Inácio (Dênis Carvalho) e não quer mais o divórcio.



Brilhante (1981) - Leonor não quer mais se... por memoriadatv



40 INTERPRETAÇÕES FEMININAS ANTOLÓGICAS DA TV     Parte 1
por Guilherme Staush 



Elas foram presenteadas com personagens magníficas, e souberam extrair o máximo das mulheres extraordinárias que representaram. Fruto do talento de atrizes que souberam aproveitar muito bem a oportunidade que toda grande atriz deveria ter. O resultado não poderia ser diferente: interpretações antológicas de atrizes que entraram para sempre na história da nossa teledramaturgia. Nesta postagem, dividida em três partes, listei minhas 40 preferidas, sem ordem de importância, direto das páginas dos folhetins brasileiros.




1. YARA CORTES (Dona Xepa) - 1977

Em 1977, ainda era possível que uma novela das 6 tivesse como protagonista uma senhora de quase 60 anos, que se despia de todas as vaidades, e aparecia no vídeo com a cara lavada, sem nenhuma maquiagem, figurinos simples, e os cabelos sem pintura, presos por grampos. Yara Côrtes segurou a novela Dona Xepa no talento, e que talento! A atriz deitou e rolou como a feirante humilde, analfabeta, levemente escandalosa, mas com um coração enorme, que dava o que podia e o que não podia para os filhos ingratos. Duelos memoráveis entre mãe (Yara) e filha (Nívea Maria).



2. TEREZA RACHEL (Louco Amor) - 1983

A poderosa e malvada embaixatriz Renata Dummond, que escondia sua origem simples e seu nome de batismo - Agetilde Rocha - foi um papel sob medida para o talento de Tereza Rachel em interpretar grandes vilãs. Em Louco Amor ela esteve irretocável na pele de uma das megeras mais famosas de Gilberto Braga. Não faltaram as mais diversas situações clássicas, típicas dos folhetins do autor: chantagens envolvendo gravações em fita cassete, tentativas de homicídio, armação de flagrantes, e por aí vai. Um prato cheio para a atriz usar e abusar da voz e das expressões facias, deliciando os telespectadores.



3 e 4.   CONSUELO LEANDRO e REGINA CASÉ (Cambalacho) – 1986

Nunca houve na teledramaturgia uma dupla de comediantes, atuando como mãe e filha, tão perfeitas como Consuelo Leandro e Regina Case - Lili Bolero e Tina Pepper, respectivamente. Qualquer cena das duas é diversão garantida em Cambalacho, a melhor novela de Sílvio de Abreu, na minha opinião. A primeira escondia seu passado nebuloso, omitindo a paternidade da filha, e inventando que tinha levado uma rasteira da cantora Ângela Maria, que conseguira vencer um concurso da rádio subornando o maestro para que ele desafinasse no momento em que sua concorrente cantasse. Já a segunda, nutria o sonho de ser rica a qualquer preço, e conseguir o homem de seus sonhos, nem que para isso fosse preciso fazer um pacto com a Salamandra. Regina e Consuelo deram um verdadeiro show em cena!


5. DRICA MORAES (Xica da Silva) – 1995

Está para nascer uma vilã que chegue aos pés de Violante Cabral. A coleção de maldades da vilã-mor da teledramaturgia é de dar inveja até mesmo a uma Odete Roitman: vai desde a contratação de um escravo bem dotado para visitar sua madrasta no cativeiro, diariamente, para torturá-la sexualmente, até a artimanha de esconder um objeto de magia negra entre os pertences da escrava Xica, sua rival, para que esta fosse acusada de bruxaria, e presa pela inquisição. Drica Moraes interpretou com brilhantismo uma personagem melancólica, malvada, invejosa e recalcada, moldando com maestria as diversas faces sombrias de senhorinha Violante: uma das maiores vilãs de todos os tempos.


6. ARLETE SALLES (Lua Cheia de Amor) – 1991

Um dos papeis mais marcantes da carreira de Arlete Salles foi, sem dúvida, a alpinista social Kika Jordão, que em suas inúmeras perseguições à socialite Laís Souto Maia (Suzana Vieira), fez o público delirar com suas insanidades. Seus planos mirabolantes para conseguir abrir as portas douradas da sociedade, e ficar amiga da “translumbrante” Laís, renderam os melhores momentos de Lua Cheia de Amor. É num momento desses que o telespectador percebe a importância de se ter a atriz certa para uma personagem. Arlete fez Kika entrar para a história. A novela é mais lembrada justamente por sua personagem.



7. JOANA FOMM (Tieta) – 1989

A caricatura de Perpétua - quase uma bruxa malvada saída de um conto infantil - não impediu que Joana Fomm exercitasse, de forma bem humorada, seu papel predileto nas telenovelas – o da grande vilã. Assim, a irmã feia de Tieta infernizou a vida dos habitantes de Santana do Agreste, e colocou a personagem em um lugar de destaque na imensa coleção de vilãs da atriz. Não tem como esquecer da tribufu, que por muito pouco, não levantou voo montada numa vassoura.




8. MARIA LUÍSA MENDONÇA (Engraçadinha – Seus Amores & Seus Pecados) – 1995

Em seu segundo papel na TV, a atriz Maria Luisa Mendonça já enfrentava um dos maiores desafios de sua carreira – o de viver uma personagem tão complexa, criada por Nelson Rodrigues. Letícia foi a alma da minissérie, e a atriz roubou todas as cenas em que apareceu ao lado da protagonista – Cláudia Raia.  Maria Luísa viveu com maestria, não deixando nada a desejar se comparada às atrizes veteranas, a história da menina que nutria uma paixão desmedida pela prima, e que a levou até as últimas conseqüências, moldando com perfeição a trajetória da personagem nas duas fases da minissérie. A cena do suicídio de Letícia, no último capítulo, é uma das mais bonitas da teledramaturgia.




9. YARA AMARAL (Anos Dourados) – 1986

A hipocrisia de Celeste Carneiro foi ressaltada com perfeição por Yara Amaral na minissérie de Gilberto Braga. A mãe da protagonista Lurdinha (Malu Mader) vivia num mundo sustentado por aparências, onde o falso moralismo permeava a vida infeliz da megera. Mais um brilhante trabalho da atriz, que mesmo nos momentos de exagero nas caras e bocas, não deixou a personagem cair na caricatura, dando o tom certo à uma mãe ensandecida ao descobrir que sua filha foi deflorada, e estava grávida do filho de uma desquitada.



10. MARÍLIA PÊRA (O Primo Basílio) – 1988

A forma bastante peculiar de Marília Pêra se expressar faz com que suas personagens sejam todas muito parecidas. Sempre com um sorriso sarcástico, e falando pausadamente, a atriz vem se tornando repetitiva na televisão. Juliana, da minissérie O Primo Basílio, entretanto, talvez seja a personagem em que Marília mais conseguiu se libertar dos maneirismos que acompanham a atriz, principalmente em seus últimos trabalhos.
As seqüências em que a empregada Juliana faz chantagem com a patroa (Giulia Gam), ou mesmo as finais, em que sua personagem morre, tornaram a minissérie de Gilberto Braga, adaptada da obra de Eça de Queirós,  inesquecível. Sem dúvida, um dos melhores momentos da atriz na TV.





 continua na próxima postagem ...



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013




40 INTERPRETAÇÕES FEMININAS ANTOLÓGICAS DA TV     Parte 2
por Guilherme Staush





11. 12. 13. e 14.  REGINA DUARTE, BEATRIZ SEGALL, RENATA SORRAH e GLÓRIA PIRES (Vale Tudo) - 1988




É inegável que Vale Tudo é um dos maiores sucessos da TV brasileira, e o elenco, muito bem escalado, tem grande responsabilidade nesse feito. Beatriz Segall deu vida a uma das vilãs mais odiadas da teledramaturgia. Sua Odete Roitman usou e abusou do poder de controlar a vida de todos à sua volta, e acabou colocando tudo a perder justamente por se apaixonar por um sujeito tão inescrupuloso quanto ela. Odiada por todos, a vilã acabou sendo assassinada por engano... vejam só! O alvo era outro: Maria de Fátima, a primeira grande vilã de Glória Pires, que, a partir daí, entrou para o seleto grupo das grandes atrizes brasileiras. Uma personagem sob medida para Glória, que soube aproveitar muito bem todos os momentos da alpinista social que acreditava que só se daria bem se casasse com um homem rico. Por outro lado, sua mãe, Raquel Acioli, brilhantemente interpretada por Regina Duarte, era cheia de princípios, e sustentava a ideia de que só à custa de muito trabalho é que alguém poderia vencer na vida.
É normal que as grandes vilãs de uma novela ganhem mais destaque na mídia e sejam sempre mais lembradas pelo público. Por essa razão, Regina Duarte foi uma das mais injustiçadas na época em que a novela estava no ar. A atriz fez um trabalho fenomenal, com uma personagem difícil - a heroína da história - aquela que é enganada por todos durante a novela inteira e que, muitas vezes, acaba sendo odiada pelo público no lugar das vilãs. Em se tratando de uma novela de Gilberto Braga, um autor conhecido por escrever personagens malvadas com maestria, brilhar com um papel de heroína torna-se mais difícil ainda, e Regina conseguiu isso, com louvor, dando o contraponto necessário para que Glória Pires também brilhasse com seu papel de filha ingrata e egoísta.
Heleninha Roitman, interpretada por Renata Sorrah, também foi um grande destaque da novela. Poucas vezes se viu uma atriz interpretar tão bem uma alcoólatra na TV, coisa dificílima de se fazer. Helena, por ser a rival de Raquel, na disputa do amor por Ivan (Antonio Fagundes), foi amada e odiada pelo público, mas criou momentos memoráveis nos diversos escândalos dados por sua personagem ao longo da novela, quando ficava embrigada.



15. DÉBORA DUARTE (Pecado Capital) – 1975

Vilminha, a filha problemática de Salviano Lisboa, deu à sua intérprete, Débora Duarte, todas as ferramentas necessárias para que a atriz brilhasse em cena, desde os momentos de carência da personagem, embalados pela linda flauta de Borelly, em “Dolannes Melodie”, até os momentos de doideira total, quando extrapolava. Vilminha aprontou poucas e boas na mansão dos Lisboa, quase levando o pai à loucura, e Débora imortalizou a personagem.






16. ROSAMARIA MURTINHO (Pai Herói) – 1979

E já que o assunto são as “maluquinhas” criadas por Janete Clair, vamos a mais uma delas: Walkíria. Assim como a Vilma de Pecado Capital, vivia num mundo todo particular, deixando todos a sua volta à beira da loucura. Numa antológica cena da novela, a personagem sobe no terraço de um prédio e ameaça se jogar lá do alto, sendo resgatada pelos bombeiros, e levada até o chão, presa a um cabo de aço. Uma cena difícil, marcante na carreira da atriz, que dispensou dublês, num ato de muita coragem. A dupla com Cláudio Cavalcanti funcionou muito bem em cena, e Rosamaria brilhou, mais uma vez.




17. ADRIANA ESTEVES  (Avenida Brasil) - 2012


O que teria sido de Avenida Brasil sem Adriana Esteves? Provavelmente o mesmo que Vale Tudo sem Beatriz Segall. A atriz, depois de ser duramente criticada no início de sua carreira, deu a volta por cima e criou um dos tipos mais odiados e amados (ao mesmo) pelos telespectadores. Carminha foi sucesso na TV, nos jornais, nas revistas, nas redes sociais, nas salas e nas cozinhas de todo o Brasil. A popularidade da novela foi algo jamais visto, e Adriana deu vida com brilhantismo à uma personagem difícil: malvada, irônica e divertida – tudo na medida certa! E colocou Carminha no grupo das maiores vilãs de todos os tempos. E não foi culpa da Rita, não!



18.  ZEZÉ POLESSA (Memorial de Maria Moura) - 1994

A própria reencarnação do demônio – assim pode ser definida Firma, a rival de Maria Moura, da minissérie adaptada da obra de Raquel de Queiroz. Zezé Polessa criou um tipo sádico e asqueroso, a começar pelo aspecto masculinizado e rude da personagem, desprovida de qualquer educação, e pela crueldade que demonstrava – principalmente com as mulheres – e o ódio que nutria por Maria Moura. 
Em apenas 4 anos, a atriz fez os telespectadores esquecerem a doçura de Naná, sua primeira personagem de grande sucesso junto ao público, na novela Top Model, e criou momentos inesquecíveis ao encarnar com maestria uma personagem tão diabólica: a cena em que Firma é castigada e obrigada a ter sua perna serrada após ser ferida com uma arma de fogo, no último capítulo da minissérie, é uma das mais terríveis de se assistir.



19.   RENY DE OLIVEIRA  (Sítio do Picapau Amarelo) – 1978-1982

A mais lembrada de todas as Emílias que passaram pela primeira versão do infantil Sítio do Picapau Amarelo, produzido pela Rede Globo, Reny de Oliveira encarnou com perfeição a boneca de pano, com olhos de retrós e boquinha de batom, que despejava sua “torneirinha de asneiras” em quem estivesse por perto toda vez que abria a matraca. A voz característica e o jeito desengonçado da personagem criada por Monteiro Lobato foram encarnados com perfeição por Reny, que num ato de rebeldia, e por não suportar mais tamanha dimensão que Emília havia dado à sua carreira de atriz, acabou por fazer um ensaio na revista Playboy para se livrar de vez da personagem.



20.   NORMA BLUM (Ciranda de Pedra) - 1981

Depois de viver tantas heroínas românticas, a carreira de Norma Blum deu um giro de 180 graus quando a atriz encarnou sua primeira vilã na TV – a governanta alemã Frau Herta, na mansão de Dr. Prado (Adriano Reys). A atriz esteve extraordinária ao encarar o grande desafio de atuar fazendo um sotaque alemão, interpretando uma personagem tão rígida e fria, de forma contida, sem exagerar nos trejeitos. No final da novela, quando sua personagem é tomada por uma doença terminal, a atriz deu um verdadeiro show em cena. Ciranda de Pedra, além de ser uma das melhores novelas das 6 de todos os tempos, tendo uma ótima adaptação e reconstituição de época, ainda presenteou o público com interpetações como a de Norma.


continua na próxima postagem ...


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013



40 INTERPRETAÇÕES FEMININAS ANTOLÓGICAS DA TV     Parte 3
por Guilherme Staush



21 e 22.   ARACY BALABANIAN e GLÓRIA MENEZES (Rainha da Sucata) – 1990

 










A reprise de Rainha da Sucata, que começou essa semana, no canal Viva, é uma excelente oportunidade para recordar grandes personagens, como a Dona Armênia, um excelente trabalho de caracterização de Aracy Balabanian, que criou vários bordões de sucesso, como: “eu vai botar predinha na chôn”, ou então,  “cuidado com Renata... cobra perto dela é bicho bom”. Sua exacerbada preocupação com “suas três filhinhas” rendeu momentos bastante engraçados na novela.
Glória Menezes, interpretou uma de suas melhores personagens na TV: a malvada e amargurada Laurinha de Albuquerque Figueroa, uma grã-fina falida, que é obrigada a conviver com sua rival, Maria do Carmo (Regina Duarte), debaixo do mesmo teto. Além de ver a inimiga ao lado de seu grande amor, o enteado Edu (Tony Ramos), precisa aturar os maus modos da ex-sucateira, agora uma emergente, e dona da “bufunfa”.
A cena do suicídio de Laurinha é uma das mais memoráveis da teledramaturgia, quando esta, do alto do prédio da Sucata, arranca um brinco de Maria do Carmo e se joga lá de cima, para que sua rival seja responsabilizada por sua morte, e, assim, não consiga ser feliz ao lado de Edu. Coisas de Laurinha!



23.  RENATA SORRAH (Senhora do Destino) - 2004

Nazaré Tedesco não poderia mesmo ficar de fora dessa lista. Uma das maiores vilãs dos últimos tempos, “Naza pegadeira” se diferencia um pouco de suas colegas por não ser uma vilã requintada e glamourosa, mas uma criatura de bem baixo nível, de passado mais do que duvidoso. A loira, entre outras coisas, roubou uma criança da maternidade para criar como se fosse filha legítima, e matou o marido, empurrando-o do alto da escada de sua casa, além de chantagear e infernizar a mãe verdadeira da menina, Maria do Carmo, a quem chamava pelo carinhoso apelido de “anta nordestina”. Renata soube dosar muito bem o humor e a vilania da personagem, e, o que poderia se tornar uma caricatura nas mãos de uma outra atriz, acabou virando uma personagem inesquecível, inclusive servindo como referência para outra vilã criada por Aguinaldo Silva, a Tereza Cristina (Christiane Torloni), da novela Fina Estampa. Esta, entretanto, acabou virando uma caricatura de vilã, sem a menor graça, e sem idéias próprias, vivendo à sombra da grande Nazaré Tedesco.



24.  SUZANA VIEIRA  (Por Amor) - 1997

E por falar em grandes vilãs, Branca Letícia de Barros Motta não era grande só no nome, não. A ironia e a inveja eram suas características mais acentuadas. Além de se intrometer no casamento do filho, Marcelo (Fábio Assunção), a loira fazia as maiores armações para separar a filha do namorado, e, de quebra, dava em cima, descaradamente, de Atílio, o amor de sua vida. Seu passatempo predileto era implicar com Leonardo (Murilo Brício), seu filho mais novo (e mais feio).
Entre as pérolas proferidas por Branca, está aquela que sintetiza todo o amor que ela sentia pelos filhos: “E dizer que um dia ela estava se afogando, e eu mergulhei na piscina pra salvar... bem feito pra mim agora!”, disse ela, após uma briga feia com a  filha Milena (Carolina Ferraz).



25.  MARIETA SEVERO (Laços de Família) - 2000

Alma Flora Pirajá de Albuquerque, um grande nome para uma grande mulher. De fato, a personagem de Marieta Severo em “Laços de Família” é uma das mais bem escritas dos últimos tempos. Era uma mulher admirável pela sua praticidade em encarar os problemas da vida, tinha qualidades e defeitos perceptíveis em várias pessoas que conhecemos no nosso dia a dia, o que a tornou bastante humana nesse aspecto. Mesmo não assumindo ares de vilã, ela foi a antagonista da história, impondo vários obstáculos ao amor de Edu (Reynaldo Gianecchini) e Helena (Vera Fischer), e ainda assim era uma mulher admirável.  Uma composição fantástica de Marieta Severo, aliada ao texto magnífico de Manoel Carlos.
Em entrevista exclusiva ao nosso blog, o autor discorreu sobre a personagem:
“É um dos meus personagens favoritos, assim como a Marieta está entre as atrizes que eu mais admiro e de quem sou amigo devotado. Basicamente, não me inspirei em ninguém que possa nomear, mas num punhado de mulheres possessivas e encantadoras, que morrem e matam por amor, mas sempre com um sorriso nos lábios.”



26 e 27.   BETTY FARIA e ELIZABETH SAVALA  (Pecado Capital e O Astro) – 1975 / 1977

As heroínas de Janete Clair, Lucinha (Betty Faria, em Pecado Capital) e Lili (Elizabeth Savala, em O Astro) tinham muito em comum. Ambas eram suburbunas, namoravam um rapaz da mesma classe social, e acabaram tendo um envolvimento com um milionário. Lili foi uma mocinha bem atípica. Desprovida de vaidades, tinha um visual meio masculinizado, e executava tarefas normalmente realizadas por homens, na época: foi taxista e trabalhou em uma barbearia. Sofreu com a diferença social entre ela e Márcio Hayalla (Tony Ramos), chegando a ser presa em uma das armações de Clô (Tereza Rachel), mãe do rapaz. Lucinha, por sua vez, sofreu com a indiferença dos filhos de Salviano Lisboa (Lima Duarte), que não aceitavam o relacionamento do pai, fosse por preconceito social ou por puro egoísmo.
As duas atrizes brilharam em dois grandes sucessos de Janete, compondo personagens difíceis, que são lembradas até hoje pelo público, e imortalizadas, embora as duas novelas tenham tido um remake.




28.   FERNANDA MONTENEGRO  (Riacho Doce)

Vó Manuela foi um brilhante trabalho de caracterização de Fernanda Montenegro. Sem maquiagem, figurinos paupérrimos, cabelos desgrenhados, a atriz deixou todas as vaidades de lado, e encarnou a avó bruxa, que dominava a vida do neto e rogava uma praga em todas as mulheres que ousassem se aproximar dele. A atriz viveu grandes momentos de fortes cargas dramáticas nesta minissérie, adaptada da obra de José Lins do Rego. Um dos melhores momentos de Fernanda na TV.



29.  MYRIAM MUNIZ (Dona Flor e Seus Maridos) - 1998

Dona Miloca, a mãezinha nada doce e frágil do infeliz Teodoro (Marco Nanini), foi um dos grandes destaques da minissérie Dona Flor e Seus Dois Maridos, adaptada da obra de Jorge Amado. A velha fez um verdadeiro estrago na vida do filho. Suas intrigas diabólicas para separar o filho de suas pretendentes, inclusive fingindo-se estar entrevada, em uma cadeira de rodas, na tentativa de fragilizar o filho, renderam à Myriam um de seus melhores momentos na TV, ainda que em uma curta participação. Nunca uma personagem tão dissimulada foi interpretada de forma tão convincente na televisão. Um trabalho excepcional da atriz, que nos deixou em 2004.



30.  SÃO JOSÉ CORREIA  (Paixões Proibidas) - 2006

A única atriz que não é brasileira da minha lista, a lisboeta São José Correia foi a grande sensação da injustiçada  Paixões Proibidas, exibida pela Band, em 2006.
A sedutora Elisa de Mandeville, a duquesa de  Ponthieu, é uma mulher que não tem limites para o desejo, para a moral e para a ética. A personagem mostra todas as artimanhas de que uma mulher é capaz para seduzir o objeto de seu desejo, principalmente quando é desprezada por ele. Vingativa e amargurada, a personagem foi um prato cheio para o talento da atriz. Infelizmente seu trabalho foi pouco conhecido aqui no Brasil, mas entra, com mérito, na minha lista de interpretações inesquecíveis.



quarta-feira, 23 de janeiro de 2013



40 INTERPRETAÇÕES FEMININAS ANTOLÓGICAS DA TV - Parte 4 (final)
por Guilherme Staush





31.  LÍLIA CABRAL  (Páginas da Vida) - 2006

O que acontece quando uma grande atriz recebe a incumbência de defender uma personagem que, supostamente, deveria ser a vilã da novela, e, sendo assim, fazer com que o público torcesse contra ela?
Resposta: essa grande atriz defende tão bem sua personagem, que acaba engolindo atrizes menos experientes, e fazendo com que boa parte do público acredite mais nas suas razões do que propriamente nas razões de quem deveria ser a vítima da história.
Foi assim que Lília Cabral provou definitivamente ser uma das maiores atrizes brasileiras da atualidade. Quando uma atriz realmente acredita (e entende) nos motivos que levam sua personagem a agir de uma certa maneira, acaba defendendo tão bem essa personagem, que o público acaba acreditando (e aceitando) suas razões. Marta foi bem mais convincente do que Nanda (Fernanda Vasconcellos), e acabou ganhando o apoio de muitos telespectadores nas diversas brigas que teve com a filha.
Mesmo com uma interpretação intensa, visceral, nunca pecou por exageros, conseguindo passar a carga de dramaticidade essencial em cada cena. Os duelos entre Marta e o marido (Marcos Caruso) entraram para a história, e marcaram os melhores momentos de Páginas da Vida.
A cena em que Marta friamente repudia a neta, que nasceu com a síndrome de Down, deixando-a para a adoção, está entre as melhores já protagonizadas pela atriz. E olha que sua parceira de cena foi ninguém menos do que Regina Duarte!



32.  REGINA DUARTE (Roque Santeiro) - 1985

Falando em Regina...
Porcina sempre estará na lista de todos que se propuserem a relembrar os tipos memoráveis da televisão. Mais uma criação extraordinária da atriz, que se libertava de vez das
heroínas cheias de princípios e recatos que sempre permearam sua carreira, dando vida à uma mulher escandalosa e divertida. Em 1984, a atriz rompeu definitivamente
a  imagem que a consagrou, arriscando-se em projetos bem diferentes: fez o seriado Joana em uma produtora independente, e o ousado filme Além da Paixão, onde protagonizou cenas de nudez e sexo ao lado do ator Paulo Castelli.
Porcina, definitivamente, marcou uma nova fase de Regina na TV, e o público passou a idolatrar ainda mais (e merecidamente) uma das nossas mais talentosas atrizes de todos os tempos.



33.  ELOISA MAFALDA  (Pedra Sobre Pedra) - 1992

Eloísa Mafalda merece todos os prêmios e todas as honras a que uma atriz tem direito. Incansavelmente, fez uma novela atrás da outra durante toda sua carreira, e sempre colecionando personagens de muito sucesso. Gioconda Pontes foi um dos grandes momentos da atriz na TV: uma mulher amargurada, futriqueira, malvada, que, além de viver às turras com a filha desmiolada e dominar o filho inseguro, infernizava a vida da cunhada, Hilda Pontes. Acabou por revelar-se uma assassina, e, no auge de sua loucura, acabou sendo internada, em um final que lembrou o de Glória Swanson, no filme Sunset Boulevard. Talento de igual pra igual.



34.   MYRIAM PIRES  (Locomotivas) - 1977

Dominadora, mal-humorada, rabugenta e manipuladora. Com tantos adjetivos adoráveis, dona Margarida acabou sendo uma das grandes sensações da novela Locomotivas. A mãe que sufocava o filho, Netinho (Dênnis Carvalho), na tentativa de afastá-lo de todas as mulheres que se aproximavam dele, rendeu à Myriam Pires um de seus melhores momentos na TV. A atriz deitou e rolou nos momentos de malvadeza da personagem. Dissimulada da raiz do cabelo ao dedão do pé, Margarida aprontava poucas e boas paras as coitadas que ousavam chegar perto do moço.
Em uma das cenas, por exemplo, após receber a visita de uma das pretendentes de Netinho, e ser presenteada com um buquê de flores, a megera, após a saída da moça, espalha todas as flores pelo chão do apartamento e se debulha em lágrimas, cinicamente, contando ao filho "todas as ofensas que sofrera".



35.  JOANA FOMM (Dancin’ Days) - 1978

E Joana volta à minha lista. Desta vez, encarnando uma mulher ambiciosa (marca registrada de diversas personagens feitas pela atriz). Em sua segunda novela na Globo, Joana, em uma substituição de última hora, acabou ganhando um dos papéis mais marcantes de sua carreira. A novela Dancin’ Days tornou-se um clássico, e Yolanda Pratini virou referência de muitas outras personagens do gênero, que viriam habitar nossa telinha nos anos seguintes. A antagonista e irmã de Julia Mattos, a ex-presidiária que tenta reconquistar o amor da filha, era uma mulher fria, calculista e ambiciosa, mas que acaba se regenerando no final da trama.
Joana brilhou, sobretudo nas cenas em que sua personagem humilhava a irmã, jogando na cara dela que sua filha jamais a aceitaria pobre, ex-presidiária, e com aquela aparência infame.



36.  NATHÁLIA TIMBERG  (Força de um Desejo) – 1999

Nathália é outra colecionadora de personagens cruéis na TV. Em Força de um Desejo, criou mais um tipo inesquecível de Gilberto Braga: a vilã interesseira e manipuladora, que usa de todas as artimanhas para separar o casal apaixonado: chantagem, cartas adulteradas, e mil e uma intrigas. Não é preciso dizer que a atriz tirou tudo isso de letra, e, como sempre, causou muita revolta nos telespectadores. Sua Idalina foi um sucesso! Mérito do trabalho extraordinário de uma atriz muitas vezes injustiçada na TV. 
A cena em que a mocinha Estér Dellamare (Malu Mader) expulsa a megera da fazenda onde moravam foi uma das mais festejadas pelos telespectadores da novela.




37.  DINA SFAT (Fogo Sobre Terra) –  1974

As personagens de Dina, assim como ela mesma, eram mulheres de personalidade forte: Risoleta, Zarolha, Paloma, Amanda, Fernanda, e tantos outros tipos criados pela atriz. Chica Martins, de Fogo Sobre Terra, foi mais uma das mulheres  irreverentes que permearam a carreira da atriz, fugindo do estereótipo da mocinha frágil e romântica. A atriz esteve impecável como a mulher que foi alvo de disputa dos irmãos Diogo (Jardel Filho) e Pedro Azulão (Juca de Oliveira), ganhando, inclusive, vários prêmios como melhor atriz daquele ano.



38.  LAURA CARDOSO (Mulheres de Areia) – 1993

As gêmeas Ruth e Raquel, de Mulheres de Areia, tinham a personalidade bem diferente. Enquanto a gêmea boa era bem parecida com o pai, o pacato pescador  Floriano (Sebastião Vasconcelos), a gêmea má era ambiciosa como a mãe, Isaura, um dos papéis mais marcantes de Laura Cardoso na TV. A atriz interpretou magistralmente a mulher de vida simples, porém ambiciosa e de caráter duvidoso, que defendia e alimentava as razões da filha em querer ter uma vida melhor, sem medir esforços para deixar de ser simplesmente uma “caiçara fedendo a camarão”. Laura brilhou em um núcleo da novela repleto de tantos talentos, como Sebastião Vasconcelos, Glória Pires e Marcos Frota.



39.   CÁSSIA KISS (Porto dos Milagres) – 2001

Jamais aceite qualquer coisa que Adma Guerreiro lhe oferecer para beber. Uma das maiores vilãs do horário nobre, a personagem costumava matar suas vítimas com veneno. Aliada a outro grande vilão da novela, Félix Guerreiro (Antonio Fagundes), a serial killer não mediu esforços para alimentar sua ambição, e conquistar o poder absoluto. Um trabalho excepcional de Cássia Kiss, que ficou grávida do terceiro filho durante a novela, tendo que esconder sua barriga dentro de  figurinos mais soltos. A atriz criou um tipo mais denso, sem o humor que se tornou característico entre as vilãs da época, dando mais veracidade às maldades da personagem. Um trabalho inesquecível da atriz, que na época já estava graduada em matar pessoas na ficção.



40.   FERNANDA MONTENEGRO  (Guerra dos Sexos) - 1983

Nunca houve uma mulher como Charlô, nem na teledramaturgia e nem fora dela. Fascinante, aventureira, inteligente, e uma típica lutadora dos direitos femininos. Obrigada a conviver (em casa e no trabalho) com o primo machista e mau caráter, ela provou ser uma verdadeira guerreira na luta contra a opressão masculina, mostrando que as mulheres estão acima dos homens, e que competência independe de sexo.
Um brilhante exercício para Fernanda Montenegro, que mostrou, impecavelmente, através do ótimo texto de Sílvio de Abreu, todo o vigor e todas as nuances exigidas por uma das personagens mais fascinantes da nossa teledramaturgia.


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