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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

1999










Mais um vilão na carreira de Herson Capri!


Boa parte dos atores afirma convictamente que os papéis de vilão são mais interessantes de fazer que os de mocinho. Afinal, os vilões têm personalidade complexa, exigem maior apuro na hora da composição e são capazes de despertar amor e ódio no telespectador. O ator Herson Capri já sabe de tudo isso. O problema é que ele já interpretou tanto mau-caráter na tevê que se diz receoso de ficar repetitivo. Segundo ele, o sofisticado Arthur, de "Vila Madalena", nada fica a dever ao Capitão Justo, da minissérie "Teresa Batista", ou ao Coronel Teodoro, de "Renascer". "Como ator que lida com a verdade, sei que vilão significa trabalhar com sentimentos ruins. Às vezes, chego em casa exaurido", admite.


Não é a primeira vez que Herson Capri se deixa sugar pelas atrocidades cometidas por personagens velhacos. Na época de "Partido Alto", quando interpretou o inescrupuloso Sérgio Mota, o ator chegava a ser xingado nas ruas de ladrão e canalha. Anos mais tarde, a história se repetiu com o ardiloso Marco Monterrey, de "Anjo de Mim". O envolvimento era tanto que chegou uma hora que o ator se viu acometido de forte depressão. Mesmo assim, Herson admite que só aceitou o papel de Arthur porque gostaria de repetir a parceria com Walter Negrão. Juntos, os dois fizeram "Tropicaliente", "Anjo de Mim" e "Era Uma Vez...". "Gosto das novelas que o Negrão escreve porque elas não têm violência nem apelam para sexo", elogia.


Aos 47 anos de idade e 35 de carreira, Herson Capri ressalva que o fato de estar interpretando um vilão não prejudica o que acredita ser a melhor fase da carreira. No início do ano, ele foi escalado para interpretar Jesus de Nazaré no espetáculo "A Paixão de Cristo", em Nova Jerusalém, Pernambuco. Como precisava perder 12 quilos, seguiu a recomendação dos médicos e resolveu fazer regime seguido de lipoaspiração. Durante os exames, descobriu que tinha um nódulo de câncer no pulmão esquerdo. "O câncer de pulmão é o que mais mata porque trabalha quieto. Mais alguns dias e eu não teria sobrevivido", confessa.



Reportagem: AN Tevê

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