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segunda-feira, 1 de março de 2010

1975


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Texto e vídeo: hclchicago (youtube)


O Grito (1975), escrita por Jorge Andrade, e dirigida por Walter Avancini, para às 22 horas, na Rede Globo.
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A novela O Grito representava a vida na cidade grande, mas também poderia ser um retrato da sociedade brasileria durante a ditadura militar, onde os direitos dos cidadãos eram restritos, e suas ações vigiadas pelo governo.
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Na novela, os moradores do prédio Paraíso (a ironia era bem clara) estavam sendo vigiados; exteriormente pela policia que vigiava os movimentos desses à procura de um criminoso, e interiormente por um dos moradores, que havia roubado um interceptor telefônico, e escutava suas conversas. No auge do SNI (Serviço Nacional de Informação), a escuta de telefones de cidadãos considerados subversivos era comum; a novela Roque Santeiro fora censurada pois o telefone do autor, Dias Gomes, estava grampeado, e os "olheiros" descobriram que a trama da novela era uma adaptação de uma peça do autor já censurada anteriormente.
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VÍDEO
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Nessas duas cenas estão presentes os atores Guto (Guilherme), Lidia Brondi (Estela), Edson França (Otavio) e Regina Vianna (Doroteia), que reagem a possibilidade de alguém estar escutando suas conversas telefônicas. No final da novela fica esclarecido que Marta (Gloria Menezes), a mãe do menino doente que o prédio tentava expulsar, estava escutando as conversas dos moradores, pois queria provar que todos tinham os seus próprios gritos.
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Guto, filho do cantor Moacyr Franco, já era um veterano da televisão apesar de ainda um adolescente, tendo trabalhado por vários anos nos programas do pai. E a outra adolescente, Lídia Brondi, estreava em sua primeira novela, apesar desse ser o seu segundo trabalho na televisão; sua primeira participação fora no seriado educativo "Marcia e Seus Problemas", na TV Educativa no mesmo ano. E como fica bem claro nessa cena, ambos ainda estavam muito verdes como atores. Guto não seguiu a carreira de ator, e Lídia Brondi iria desenvolver seu talento nas várias novelas que se seguiram em sua carreira.


4 comentários:

Rodrigo disse...

Caramba! A Maria Adelaide Amaral deve ter ouvido o Guilherme, pois escalou justamente o Alexandre Borges para viver o Jacques Léclair de "Ti-ti-ti".
http://oglobo.globo.com/cultura/kogut/posts/2010/03/01/ti-ti-ti-entra-em-producao-269807.asp

Blogger disse...

Falta etiqueta Lidia Brondi, por exemplo

16 aninhos (foi o 2º trabalho)

Trabalhos da Brondi:

Meu Bem, Meu Mal" (1990) (Fernanda)
"Tieta" (1989) (Eleonora)
"Vale Tudo" (1988) (Solange)
"Corpo Santo" (1987) (Bárbara)
Rádio Pirata (1987) (Alice)
"Roque Santeiro" (1985)(Tânia Malta)
"Transas e Caretas" (1984)(Luciana)
"Final Feliz" (1982) (Suzy)
"O Homem Proibido" (1982)(Joyce)
"Baila Comigo" (1981)(Semíramis 'Mira' Maia)
O Beijo No Asfalto (1981)(Dália)
Perdoa-me Por Me Traíres (1980)(Glorinha)
"Os Gigantes" (1979) (Renata)
"Ciranda, Cirandinha" (1978)
(Lídia)
"Dancin' Days" (1978) (Vera Lúcia)
"Espelho Mágico" (1977) (Beatriz)
"À Sombra dos Laranjais" (1977)
(Lúcia Alvarez)
"O Feijão e o Sonho" (1976) (Anita)
"O Grito" (1975) (Estela)
"Márcia e Suas Problemas" (1975)

Blogger disse...

Vimos em Portugal

"Meu Bem, Meu Mal" (1990) (Fernanda)
"Tieta" (1989) (Eleonora)
"Vale Tudo" (1988) (Solange)
"Roque Santeiro" (1985)(Tânia Malta)
"Baila Comigo" (1981)(Semíramis 'Mira' Maia)
"Dancin' Days" (1978) (Vera Lúcia)

Cíntia disse...

Guto Franco hoje é o diretor do "Programa do Didi" e "sofre" com as pegadinhas improvisadas (ou não) de Didi durante as gravações. Ele sempre aparece no "making off" do final do programa.
Guilherme, gostaria de entrar em contato com você por e-mail.
Cíntia (http://folhas-de-almanaque.blogspot.com/)
Obrigada. Abraços