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sábado, 2 de fevereiro de 2013




40 INTERPRETAÇÕES FEMININAS ANTOLÓGICAS DA TV     Parte 1
por Guilherme Staush 



Elas foram presenteadas com personagens magníficas, e souberam extrair o máximo das mulheres extraordinárias que representaram. Fruto do talento de atrizes que souberam aproveitar muito bem a oportunidade que toda grande atriz deveria ter. O resultado não poderia ser diferente: interpretações antológicas de atrizes que entraram para sempre na história da nossa teledramaturgia. Nesta postagem, dividida em três partes, listei minhas 40 preferidas, sem ordem de importância, direto das páginas dos folhetins brasileiros.




1. YARA CORTES (Dona Xepa) - 1977

Em 1977, ainda era possível que uma novela das 6 tivesse como protagonista uma senhora de quase 60 anos, que se despia de todas as vaidades, e aparecia no vídeo com a cara lavada, sem nenhuma maquiagem, figurinos simples, e os cabelos sem pintura, presos por grampos. Yara Côrtes segurou a novela Dona Xepa no talento, e que talento! A atriz deitou e rolou como a feirante humilde, analfabeta, levemente escandalosa, mas com um coração enorme, que dava o que podia e o que não podia para os filhos ingratos. Duelos memoráveis entre mãe (Yara) e filha (Nívea Maria).



2. TEREZA RACHEL (Louco Amor) - 1983

A poderosa e malvada embaixatriz Renata Dummond, que escondia sua origem simples e seu nome de batismo - Agetilde Rocha - foi um papel sob medida para o talento de Tereza Rachel em interpretar grandes vilãs. Em Louco Amor ela esteve irretocável na pele de uma das megeras mais famosas de Gilberto Braga. Não faltaram as mais diversas situações clássicas, típicas dos folhetins do autor: chantagens envolvendo gravações em fita cassete, tentativas de homicídio, armação de flagrantes, e por aí vai. Um prato cheio para a atriz usar e abusar da voz e das expressões facias, deliciando os telespectadores.



3 e 4.   CONSUELO LEANDRO e REGINA CASÉ (Cambalacho) – 1986

Nunca houve na teledramaturgia uma dupla de comediantes, atuando como mãe e filha, tão perfeitas como Consuelo Leandro e Regina Case - Lili Bolero e Tina Pepper, respectivamente. Qualquer cena das duas é diversão garantida em Cambalacho, a melhor novela de Sílvio de Abreu, na minha opinião. A primeira escondia seu passado nebuloso, omitindo a paternidade da filha, e inventando que tinha levado uma rasteira da cantora Ângela Maria, que conseguira vencer um concurso da rádio subornando o maestro para que ele desafinasse no momento em que sua concorrente cantasse. Já a segunda, nutria o sonho de ser rica a qualquer preço, e conseguir o homem de seus sonhos, nem que para isso fosse preciso fazer um pacto com a Salamandra. Regina e Consuelo deram um verdadeiro show em cena!


5. DRICA MORAES (Xica da Silva) – 1995

Está para nascer uma vilã que chegue aos pés de Violante Cabral. A coleção de maldades da vilã-mor da teledramaturgia é de dar inveja até mesmo a uma Odete Roitman: vai desde a contratação de um escravo bem dotado para visitar sua madrasta no cativeiro, diariamente, para torturá-la sexualmente, até a artimanha de esconder um objeto de magia negra entre os pertences da escrava Xica, sua rival, para que esta fosse acusada de bruxaria, e presa pela inquisição. Drica Moraes interpretou com brilhantismo uma personagem melancólica, malvada, invejosa e recalcada, moldando com maestria as diversas faces sombrias de senhorinha Violante: uma das maiores vilãs de todos os tempos.


6. ARLETE SALLES (Lua Cheia de Amor) – 1991

Um dos papeis mais marcantes da carreira de Arlete Salles foi, sem dúvida, a alpinista social Kika Jordão, que em suas inúmeras perseguições à socialite Laís Souto Maia (Suzana Vieira), fez o público delirar com suas insanidades. Seus planos mirabolantes para conseguir abrir as portas douradas da sociedade, e ficar amiga da “translumbrante” Laís, renderam os melhores momentos de Lua Cheia de Amor. É num momento desses que o telespectador percebe a importância de se ter a atriz certa para uma personagem. Arlete fez Kika entrar para a história. A novela é mais lembrada justamente por sua personagem.



7. JOANA FOMM (Tieta) – 1989

A caricatura de Perpétua - quase uma bruxa malvada saída de um conto infantil - não impediu que Joana Fomm exercitasse, de forma bem humorada, seu papel predileto nas telenovelas – o da grande vilã. Assim, a irmã feia de Tieta infernizou a vida dos habitantes de Santana do Agreste, e colocou a personagem em um lugar de destaque na imensa coleção de vilãs da atriz. Não tem como esquecer da tribufu, que por muito pouco, não levantou voo montada numa vassoura.




8. MARIA LUÍSA MENDONÇA (Engraçadinha – Seus Amores & Seus Pecados) – 1995

Em seu segundo papel na TV, a atriz Maria Luisa Mendonça já enfrentava um dos maiores desafios de sua carreira – o de viver uma personagem tão complexa, criada por Nelson Rodrigues. Letícia foi a alma da minissérie, e a atriz roubou todas as cenas em que apareceu ao lado da protagonista – Cláudia Raia.  Maria Luísa viveu com maestria, não deixando nada a desejar se comparada às atrizes veteranas, a história da menina que nutria uma paixão desmedida pela prima, e que a levou até as últimas conseqüências, moldando com perfeição a trajetória da personagem nas duas fases da minissérie. A cena do suicídio de Letícia, no último capítulo, é uma das mais bonitas da teledramaturgia.




9. YARA AMARAL (Anos Dourados) – 1986

A hipocrisia de Celeste Carneiro foi ressaltada com perfeição por Yara Amaral na minissérie de Gilberto Braga. A mãe da protagonista Lurdinha (Malu Mader) vivia num mundo sustentado por aparências, onde o falso moralismo permeava a vida infeliz da megera. Mais um brilhante trabalho da atriz, que mesmo nos momentos de exagero nas caras e bocas, não deixou a personagem cair na caricatura, dando o tom certo à uma mãe ensandecida ao descobrir que sua filha foi deflorada, e estava grávida do filho de uma desquitada.



10. MARÍLIA PÊRA (O Primo Basílio) – 1988

A forma bastante peculiar de Marília Pêra se expressar faz com que suas personagens sejam todas muito parecidas. Sempre com um sorriso sarcástico, e falando pausadamente, a atriz vem se tornando repetitiva na televisão. Juliana, da minissérie O Primo Basílio, entretanto, talvez seja a personagem em que Marília mais conseguiu se libertar dos maneirismos que acompanham a atriz, principalmente em seus últimos trabalhos.
As seqüências em que a empregada Juliana faz chantagem com a patroa (Giulia Gam), ou mesmo as finais, em que sua personagem morre, tornaram a minissérie de Gilberto Braga, adaptada da obra de Eça de Queirós,  inesquecível. Sem dúvida, um dos melhores momentos da atriz na TV.





 continua na próxima postagem ...



2 comentários:

ADEMAR AMANCIO disse...

Concordo contigo "Cambalacho" foi a melhor novela de Sílvio de abreu.Pra mim a melhor novela de todos os tempos.

gps disse...

"Cambalacho" foi uma boa novela

Deveria estar na lista a Nazaré de "Senhora do Destino"